ANÁLISE
Prototype
Desenvolvido por: Radical
Gênero: Ação
Classificação: Outro
Prototype
Correr e rasgar em uma Nova Iorque zumbificada? Só faltava não!
Alex Mercer, o personagem principal de Prototype, é um
criptograma. Após ele acordar em uma mesa mortuária com poderes
sobre-humanos e sem saber como chegou ali, cabe a você controlar as
truculências desse híbrido hiperativo e sair por Nova Iorque para
tentar descobrir as particularidades do seu passado. Se vingar dos que
te transformaram em um mutante e combater a crescente infecção que se
espalha pela cidade não passam de objetivos secundários.
Controlar Alex é muito divertido. O gatilho direito permite
que você corra a toda velocidade, escalando edifícios e pulando
obstáculos automaticamente. Ao combinar isso com toques sincronizados
no botão de pulo você irá transformar a cidade no seu playground
particular, permitindo que você fuja apressadamente de alguma cilada ou
salte com precisão para dentro de uma base inimiga. Os combates também
são extremamente acessíveis, com um sistema simples de ataques normais
e especiais que pode ser aprimorado com novos movimentos e habilidades
conforme você for progredindo.
Com tudo isso, aniquilar a cidade de baixo pra cima deve ser
um passeio no parque graças às imensas garras de Alex e à sua armadura
protetora de besouro. No entanto, Prototype é um dos jogos mais
caóticos que já existiram.
Em uma luta qualquer do jogo haverá um bando de soldados, alguns
tanques, três ou quatro helicópteros, muitos mutantes gigantes e
centenas de milhares de pedestres. Ah, e uma explosão a cada minuto.
Não é à toa que você ganha uma conquista por matar 50
inimigos/pedestres em cinco segundos.
Essa insanidade funciona tanto a favor quanto contra o jogo.
A natureza caótica dos embates faz com que eles sempre sejam
empolgantes. Além disso, é muito bom ver as estatísticas surgirem após
o término das batalhas mostrando o número de vítimas e os prejuízos dos
militares: sempre serão números satisfatoriamente altos. Mas, às vezes,
tudo isso pode ser muita coisa ao mesmo tempo, principalmente quando
você precisa executar um objetivo e mais de vinte inimigos tentam te
matar com pancadas e projéteis dos mais variados tipos. Pode ser
bastante frustrante e enfurecedor.
A resposta para todos os impasses irá surgir após algumas
tentativas, mas a sensação de que se está evitando a solução lógica em
favor de uma que engana o jogo é constante. Uma missão incumbia Alex de
roubar um helicóptero para derrubar outros que estavam fugindo de Manhattan. Apesar de tentar sabotar todos os soldados e armas que
estavam por perto, Alex nunca conseguia sobreviver dentro do
helicóptero apontado para o trabalho por mais de alguns metros de
altura. No final das contas Alex consumiu furtivamente alguns inimigos
com lança-foguetes para derrubar os helicópteros, e sem ficar exposto
em nenhum momento. Foi tão fácil que o jogo parecia ter sido enganado.
Ladrão de identidades
O segmento furtivo de Prototype é bem esquisito. Alex pode
assumir a identidade de qualquer humano que ele consumir desde que
esses disfarces sejam acionados fora da visão dos soldados. Eles podem
ser utilizados tanto para diminuir a busca militar por você como também
para infiltrar alguma área restrita. Assumir um disfarce militar é um
passo importante na hora de fazer o reconhecimento da área. No entanto,
ele rapidamente perde a sua utilidade ora porque o jogo quer ora pelo
simples fato de que você sempre estará envolvido em alguma presepada de
proporções colossais.
Outra coisa estranha: ficar muito perto de um soldado pode
arruinar o seu disfarce, mas correr pelo lado de um prédio ou planar
como um esquilo voador é algo que os militares estão acostumados a ver
e consideram normal. Da mesma forma, roubar um tanque vestido com um
descompromissado uniforme militar é normal, mas um helicóptero nem
tanto. Essas são apenas algumas das variações erráticas que tornam o
sistema difícil de confiar. Na maioria do tempo esmirilhar os botões é
a forma mais fácil de alcançar o sucesso.
Outra preocupação é a aparente descaracterização de Nova
Iorque. Seja pelo fato de você passar a maior parte do tempo pulando
entre telhados ou porque você vê umas duas vezes dentro de um prédio,
mas a cidade parece mais com uma gigantesca sequência de obstáculos do
que com uma metrópole que vive e respira. De certa forma isso é
balanceado pelas brilhantes mudanças que Nova Iorque sofre conforme ela
fica gradualmente mais infectada. Os civis se tornam zumbis
desgovernados, carros se empilham pelas ruas e a atmosfera adquire ora
um semblante enjoativo de verde ora um vermelho esturricado. O número
total da população infectada aumenta assustadoramente e cada vez mais a
cidade fica imersa no caos.
Amigo ou inimigo?
Mesmo sendo tão confusa que muitas vezes você não saberá quem
é o verdadeiro inimigo, felizmente a história consegue se sustentar e
precisar as viradas de mesa no roteiro a ponto de manter você
interessado. Toda vez que você pensar que solucionou o grande problema,
um maior e mais nefasto surge para deixar novamente tudo de cabeça pra
baixo. As lutas com os chefes também não são pouca coisa. É comum lutar
contra algo com uma barra de energia do tamanho de um trem e um
temperamento que os psicólogos iriam diagnosticar como confrontador, e
tudo isso enquanto você é atacado por ondas atrás de ondas de inimigos
convencionais. Mesmo assim, após descobrir uma estratégia que funciona,
é apenas uma questão de tempo e prática até o chefão beijar a lona.
Prototype é uma mistura de sensações. Ele não é a experiência
enriquecedora que todos esperavam, mas não deixa de ser satisfatório
pular de cima do Empire State Building e fatiar um homem na metade com
um estrondoso braço lâmina mutante. De forma alguma é o clássico que
pretendia ser a dois anos atrás, quando ele surgiu, mas certamente é um
jogo divertidíssimo e, na maioria do tempo, uma pancadaria em um mundo
aberto bastante satisfatória.
Correr e rasgar em uma Nova Iorque zumbificada? Só faltava não!
Alex Mercer, o personagem principal de Prototype, é um
criptograma. Após ele acordar em uma mesa mortuária com poderes
sobre-humanos e sem saber como chegou ali, cabe a você controlar as
truculências desse híbrido hiperativo e sair por Nova Iorque para
tentar descobrir as particularidades do seu passado. Se vingar dos que
te transformaram em um mutante e combater a crescente infecção que se
espalha pela cidade não passam de objetivos secundários.
Controlar Alex é muito divertido. O gatilho direito permite
que você corra a toda velocidade, escalando edifícios e pulando
obstáculos automaticamente. Ao combinar isso com toques sincronizados
no botão de pulo você irá transformar a cidade no seu playground
particular, permitindo que você fuja apressadamente de alguma cilada ou
salte com precisão para dentro de uma base inimiga. Os combates também
são extremamente acessíveis, com um sistema simples de ataques normais
e especiais que pode ser aprimorado com novos movimentos e habilidades
conforme você for progredindo.
Com tudo isso, aniquilar a cidade de baixo pra cima deve ser
um passeio no parque graças às imensas garras de Alex e à sua armadura
protetora de besouro. No entanto, Prototype é um dos jogos mais
caóticos que já existiram.
Em uma luta qualquer do jogo haverá um bando de soldados, alguns
tanques, três ou quatro helicópteros, muitos mutantes gigantes e
centenas de milhares de pedestres. Ah, e uma explosão a cada minuto.
Não é à toa que você ganha uma conquista por matar 50
inimigos/pedestres em cinco segundos.
Essa insanidade funciona tanto a favor quanto contra o jogo.
A natureza caótica dos embates faz com que eles sempre sejam
empolgantes. Além disso, é muito bom ver as estatísticas surgirem após
o término das batalhas mostrando o número de vítimas e os prejuízos dos
militares: sempre serão números satisfatoriamente altos. Mas, às vezes,
tudo isso pode ser muita coisa ao mesmo tempo, principalmente quando
você precisa executar um objetivo e mais de vinte inimigos tentam te
matar com pancadas e projéteis dos mais variados tipos. Pode ser
bastante frustrante e enfurecedor.
A resposta para todos os impasses irá surgir após algumas
tentativas, mas a sensação de que se está evitando a solução lógica em
favor de uma que engana o jogo é constante. Uma missão incumbia Alex de
roubar um helicóptero para derrubar outros que estavam fugindo de Manhattan. Apesar de tentar sabotar todos os soldados e armas que
estavam por perto, Alex nunca conseguia sobreviver dentro do
helicóptero apontado para o trabalho por mais de alguns metros de
altura. No final das contas Alex consumiu furtivamente alguns inimigos
com lança-foguetes para derrubar os helicópteros, e sem ficar exposto
em nenhum momento. Foi tão fácil que o jogo parecia ter sido enganado.
Ladrão de identidades
O segmento furtivo de Prototype é bem esquisito. Alex pode
assumir a identidade de qualquer humano que ele consumir desde que
esses disfarces sejam acionados fora da visão dos soldados. Eles podem
ser utilizados tanto para diminuir a busca militar por você como também
para infiltrar alguma área restrita. Assumir um disfarce militar é um
passo importante na hora de fazer o reconhecimento da área. No entanto,
ele rapidamente perde a sua utilidade ora porque o jogo quer ora pelo
simples fato de que você sempre estará envolvido em alguma presepada de
proporções colossais.
Outra coisa estranha: ficar muito perto de um soldado pode
arruinar o seu disfarce, mas correr pelo lado de um prédio ou planar
como um esquilo voador é algo que os militares estão acostumados a ver
e consideram normal. Da mesma forma, roubar um tanque vestido com um
descompromissado uniforme militar é normal, mas um helicóptero nem
tanto. Essas são apenas algumas das variações erráticas que tornam o
sistema difícil de confiar. Na maioria do tempo esmirilhar os botões é
a forma mais fácil de alcançar o sucesso.
Outra preocupação é a aparente descaracterização de Nova
Iorque. Seja pelo fato de você passar a maior parte do tempo pulando
entre telhados ou porque você vê umas duas vezes dentro de um prédio,
mas a cidade parece mais com uma gigantesca sequência de obstáculos do
que com uma metrópole que vive e respira. De certa forma isso é
balanceado pelas brilhantes mudanças que Nova Iorque sofre conforme ela
fica gradualmente mais infectada. Os civis se tornam zumbis
desgovernados, carros se empilham pelas ruas e a atmosfera adquire ora
um semblante enjoativo de verde ora um vermelho esturricado. O número
total da população infectada aumenta assustadoramente e cada vez mais a
cidade fica imersa no caos.
Amigo ou inimigo?
Mesmo sendo tão confusa que muitas vezes você não saberá quem
é o verdadeiro inimigo, felizmente a história consegue se sustentar e
precisar as viradas de mesa no roteiro a ponto de manter você
interessado. Toda vez que você pensar que solucionou o grande problema,
um maior e mais nefasto surge para deixar novamente tudo de cabeça pra
baixo. As lutas com os chefes também não são pouca coisa. É comum lutar
contra algo com uma barra de energia do tamanho de um trem e um
temperamento que os psicólogos iriam diagnosticar como confrontador, e
tudo isso enquanto você é atacado por ondas atrás de ondas de inimigos
convencionais. Mesmo assim, após descobrir uma estratégia que funciona,
é apenas uma questão de tempo e prática até o chefão beijar a lona.
Prototype é uma mistura de sensações. Ele não é a experiência
enriquecedora que todos esperavam, mas não deixa de ser satisfatório
pular de cima do Empire State Building e fatiar um homem na metade com
um estrondoso braço lâmina mutante. De forma alguma é o clássico que
pretendia ser a dois anos atrás, quando ele surgiu, mas certamente é um
jogo divertidíssimo e, na maioria do tempo, uma pancadaria em um mundo
aberto bastante satisfatória.
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Hitman: Contracts (PS2) Destroy All Humans (PS2) 1942: Joint Strike (PS3) Dragon Quest IV: The Chapters of the Chosen (DS) Baldur's Gate: Dark Alliance II (PS2) ATV Offroado Fury 2 (PS2) Uncharted Drake's Fortune (PS3) Super Smash Bros. Brawl (Wii) Need for Speed: ProStreet (PS3) Lego Star Wars: The Complete Saga (PS2) Ben 10: Protector of Earth (PS2) Tony Hawk's Proving Ground (Xbox 360) Eternal Sonata (Xbox 360) Spider-Man: Friend or Foe (PS2) Stuntman: Ignition (Xbox 360)
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