ANÁLISE
The Eye of Judgment
Gênero: Estratégia
Classificação: Outro
O poder de conjurar monstros, na palma de sua mão
Os card games combinam a estratégia dos jogos de tabuleiro com o aspecto colecionável das cartas. Nesses moldes, Magic the Gathering conquistou o mundo e vem recebendo ajustes e ganhando novas expansões desde sua estréia, em 1993. Obviamente, o jogo ganhou versões eletrônicas, principalmente nos PCs.
Com o sucesso de Magic, muitos novos títulos surgiram. O exemplo recente mais notável é Yu-Gi-Oh!, que adotou um conjunto de regras mais simples e foi acompanhado de uma série de animação e mangá.
Percebe-se que o conceito de card game e sua presença no entretenimento eletrônico não é nada novo. Por que, então, The Eye of Judgment é especial? Ele é um card game com regras simples, mas também é o primeiro a combinar os meios real e virtual por meio de um sistema de reconhecimento de cartas que escaneia as cartas reais e representa a ação na tela de jogo.
A preparação dá trabalho. A embalagem contém a câmera PlayStation Eye e é necessário montá-la sobre um apoio, mirando-a para um pano que é o tabuleiro de jogo. Dessa forma, a câmera consegue identificar as cartas colocadas em jogo e o PS3 gerencia todo o fluxo de jogo na tela da TV.
O jogo vem com um deck contendo 34 cartas e um booster com mais 8 cartas, e é possível comprar decks e boosters avulsos. Dessa maneira, você enriquece seu deck de jogo e pode desenvolver estratégias mais avançadas. As cartas têm raridades variadas, como em um bom card game colecionável, e são fabricadas em excelente material pela Wizards of the Coast, a experiente empresa que confecciona as cartas de Magic the Gathering há 14 anos.
Regras simples
O tabuleiro é composto por nove espaços, uma grade de 3 x 3, onde são posicionadas as cartas de criaturas. O objetivo é ocupar cinco espaços. O jogador que cumprir essa meta ao final de um turno vence a partida. Como os jogadores não têm pontos de vida, como acontece em Magic e Yu-Gi-Oh!, o foco total fica sobre as criaturas.
Cada competidor forma um deck de 30 cartas. No início da partida, cada um compra cinco cartas. No início de cada turno, o jogador compra uma carta (a não ser no primeiro turno da partida) e ganha dois pontos de mana. Essa é a “moeda corrente” do jogo, com a qual se paga custos de invocação e manutenção.
Em um turno, um jogador pode utilizar feitiços, ativar ataque de criaturas em jogo ou rotacioná-las e invocar novos monstros. Um monstro pode ser posicionado em um dos quadrantes do tabuleiro, mas é preciso planejar com cautela: há cinco elementos possíveis (Fogo, Água, Terra, Madeira e Biolith) e cada criatura se alinha a um desses elementos. Se o monstro for colocado em um quadrado de mesmo elemento, ganha um bônus de dois pontos de vida. Se for posicionado em quadrado de elemento contrário (Fogo se opõe a Água, Terra a Madeira), perde dois pontos de vida (e pode, conseqüentemente, morrer se tiver menos vida que isso).
Cada monstro tem um valor de ataque e uma quantidade de pontos de vida, mas também um padrão de ataque e um de contra-ataque. Há criaturas que atacam à distância, para frente e para trás ao mesmo tempo, ou até para os lados – o mesmo valendo para contra-ataques. Por isso é vital prestar atenção às setas que indicam essas direções na carta e posicioná-la no tabuleiro de acordo com sua estratégia.
Certas criaturas mais poderosas têm uma corrente com cadeado em suas ilustrações. Mesmo que você tenha quantidade de mana suficiente para invocá-las no início da partida, isso não será possível. A tranca de invocação só é liberada quando existem quatro ou mais criaturas em jogo, o que evita desequilíbrios precoces nas partidas.
Um mundo de possibilidades
Além dos duelos locais, é possível participar de uma comunidade online. O modo via rede utiliza métodos mais rigorosos de verificação para evitar trapaças. Antes de ingressar no modo online, é preciso registrar o seu deck, mostrando carta por carta para a câmera e salvando o conjunto. Dessa maneira, sempre que estiver em uma partida contra um oponente remoto, quem gerencia seu deck e mostra as cartas a serem compradas é o PlayStation 3, que também tem total ciência das cartas em sua mão e no seu cemitério. Dá mais trabalho, pois você tem que procurar manualmente a carta que o console compra para você, mas evita que espertinhos busquem cartas específicas em momentos de apuros.
Obviamente, The Eye of Judgment não é para qualquer um. Sua preparação trabalhosa e funcionamento incomum certamente afastarão jogadores menos dedicados. Ao mesmo tempo, suas regras relativamente simples podem atrair curiosos e neófitos de card games. Veteranos do gênero se aclimatarão com facilidade.
A variedade de cartas ainda é um pouco limitada, mas a Sony já tem expansões programadas para o futuro, e se ela oferecer suporte ao jogo no longo prazo, ajustando regras e adicionando novos e interessantes recursos, com certeza criará uma ampla e dedicada comunidade de jogadores.
Fabio Santana
Os card games combinam a estratégia dos jogos de tabuleiro com o aspecto colecionável das cartas. Nesses moldes, Magic the Gathering conquistou o mundo e vem recebendo ajustes e ganhando novas expansões desde sua estréia, em 1993. Obviamente, o jogo ganhou versões eletrônicas, principalmente nos PCs.
Com o sucesso de Magic, muitos novos títulos surgiram. O exemplo recente mais notável é Yu-Gi-Oh!, que adotou um conjunto de regras mais simples e foi acompanhado de uma série de animação e mangá.
Percebe-se que o conceito de card game e sua presença no entretenimento eletrônico não é nada novo. Por que, então, The Eye of Judgment é especial? Ele é um card game com regras simples, mas também é o primeiro a combinar os meios real e virtual por meio de um sistema de reconhecimento de cartas que escaneia as cartas reais e representa a ação na tela de jogo.
A preparação dá trabalho. A embalagem contém a câmera PlayStation Eye e é necessário montá-la sobre um apoio, mirando-a para um pano que é o tabuleiro de jogo. Dessa forma, a câmera consegue identificar as cartas colocadas em jogo e o PS3 gerencia todo o fluxo de jogo na tela da TV.
O jogo vem com um deck contendo 34 cartas e um booster com mais 8 cartas, e é possível comprar decks e boosters avulsos. Dessa maneira, você enriquece seu deck de jogo e pode desenvolver estratégias mais avançadas. As cartas têm raridades variadas, como em um bom card game colecionável, e são fabricadas em excelente material pela Wizards of the Coast, a experiente empresa que confecciona as cartas de Magic the Gathering há 14 anos.
Regras simples
O tabuleiro é composto por nove espaços, uma grade de 3 x 3, onde são posicionadas as cartas de criaturas. O objetivo é ocupar cinco espaços. O jogador que cumprir essa meta ao final de um turno vence a partida. Como os jogadores não têm pontos de vida, como acontece em Magic e Yu-Gi-Oh!, o foco total fica sobre as criaturas.
Cada competidor forma um deck de 30 cartas. No início da partida, cada um compra cinco cartas. No início de cada turno, o jogador compra uma carta (a não ser no primeiro turno da partida) e ganha dois pontos de mana. Essa é a “moeda corrente” do jogo, com a qual se paga custos de invocação e manutenção.
Em um turno, um jogador pode utilizar feitiços, ativar ataque de criaturas em jogo ou rotacioná-las e invocar novos monstros. Um monstro pode ser posicionado em um dos quadrantes do tabuleiro, mas é preciso planejar com cautela: há cinco elementos possíveis (Fogo, Água, Terra, Madeira e Biolith) e cada criatura se alinha a um desses elementos. Se o monstro for colocado em um quadrado de mesmo elemento, ganha um bônus de dois pontos de vida. Se for posicionado em quadrado de elemento contrário (Fogo se opõe a Água, Terra a Madeira), perde dois pontos de vida (e pode, conseqüentemente, morrer se tiver menos vida que isso).
Cada monstro tem um valor de ataque e uma quantidade de pontos de vida, mas também um padrão de ataque e um de contra-ataque. Há criaturas que atacam à distância, para frente e para trás ao mesmo tempo, ou até para os lados – o mesmo valendo para contra-ataques. Por isso é vital prestar atenção às setas que indicam essas direções na carta e posicioná-la no tabuleiro de acordo com sua estratégia.
Certas criaturas mais poderosas têm uma corrente com cadeado em suas ilustrações. Mesmo que você tenha quantidade de mana suficiente para invocá-las no início da partida, isso não será possível. A tranca de invocação só é liberada quando existem quatro ou mais criaturas em jogo, o que evita desequilíbrios precoces nas partidas.
Um mundo de possibilidades
Além dos duelos locais, é possível participar de uma comunidade online. O modo via rede utiliza métodos mais rigorosos de verificação para evitar trapaças. Antes de ingressar no modo online, é preciso registrar o seu deck, mostrando carta por carta para a câmera e salvando o conjunto. Dessa maneira, sempre que estiver em uma partida contra um oponente remoto, quem gerencia seu deck e mostra as cartas a serem compradas é o PlayStation 3, que também tem total ciência das cartas em sua mão e no seu cemitério. Dá mais trabalho, pois você tem que procurar manualmente a carta que o console compra para você, mas evita que espertinhos busquem cartas específicas em momentos de apuros.
Obviamente, The Eye of Judgment não é para qualquer um. Sua preparação trabalhosa e funcionamento incomum certamente afastarão jogadores menos dedicados. Ao mesmo tempo, suas regras relativamente simples podem atrair curiosos e neófitos de card games. Veteranos do gênero se aclimatarão com facilidade.
A variedade de cartas ainda é um pouco limitada, mas a Sony já tem expansões programadas para o futuro, e se ela oferecer suporte ao jogo no longo prazo, ajustando regras e adicionando novos e interessantes recursos, com certeza criará uma ampla e dedicada comunidade de jogadores.
Fabio Santana
COMENTÁRIOS(0)
Seja o primeiro a comentar
DEIXE O SEU COMENTÁRIO
Para deixar seu comentário você deve ser usuário do Limão e estar logado
DICAS
Hitman: Contracts (PS2) Destroy All Humans (PS2) 1942: Joint Strike (PS3) Dragon Quest IV: The Chapters of the Chosen (DS) Baldur's Gate: Dark Alliance II (PS2) ATV Offroado Fury 2 (PS2) Uncharted Drake's Fortune (PS3) Super Smash Bros. Brawl (Wii) Need for Speed: ProStreet (PS3) Lego Star Wars: The Complete Saga (PS2) Ben 10: Protector of Earth (PS2) Tony Hawk's Proving Ground (Xbox 360) Eternal Sonata (Xbox 360) Spider-Man: Friend or Foe (PS2) Stuntman: Ignition (Xbox 360)
VÍDEOS
Resumão da Semana - O que rolou de mais importante no gameblog.com.br
GALERIAS
MotoGP 09/10
15 imagens
ps3
After Burner Climax
8 imagens
xbox360
Epic Mickey
12 imagens
wii
The Void
3 imagens
pc-online
Editora Europa
Provedora de conteúdo
Provedora de conteúdo
Copyright © 2009 Limão. Todos os direitos reservados.
Termo de uso | Ajuda | Política de Privacidade | Anuncie
